Sunday, November 17, 2019
POLÍTICA

PR APELA AO “DIALOGO SÉRIO” ENTRE OS DEPUTADOS COM VISTA A SUPERAR OS PROBLEMAS VIGENTES ANP

Junho 02, 2019
  

O presidente da República, José Mário Vaz, apelou ontem (sábado, 01. 06. 19) ao “diálogo sério” no seio dos deputados com vista a superação dos problemas vigentes na Assembleia Nacional Popular (ANP).

José Mário Vaz prestou esta declaração a quando do seu regresso de uma visita de trabalho na Arábia Saudita, onde participou numa conferencia sobre o terrorismo.

“Faço aqui um vibrante apelo de que os deputados da nação devem voltar a casa do povo para discutirem, dialogarem e negociarem a fim de chegarem a um compromisso para que possamos sair da situação em que o país se encontra”, afirmou o chefe de Estado guineense.

José Mário Vaz lamentou o facto da má exploração da sociedade civil para edificação da paz social.

“Há uma coisa triste que os outros utilizam e nós quando a utilizamos não conseguimos resolver os nossos problemas. Os outros utilizam a sociedade civil para aproximar as partes, utilizam as entidades religiosas para ultrapassarem as dificuldades e nós inclusive, utilizamos também a plataforma das mulheres facilitadoras, mas si não aceitarmos os conselhos dos líderes espirituais não haverá solução para os nossos problemas, porque eles são os representantes de Deus na terra e se eles não conseguem fazer aproximar as partes, então é de facto muito triste”, lamentou.

Este responsável defendeu ainda que os problemas internos devem ser resolvidas pelos próprios guineenses.

“Cada um tem um problema da própria dimensão do seu país, mais há uma certa particularidade que eu não poso deixar de sublinhar, todos nós temos problemas e cada um dever gerir o seu problema e que cada um procure resolver o seu problema utilizando todos os mecanismos possíveis para o reencontro das partes desavindas”, afirmou.

No entanto, disse que nenhum país vem para a Guiné-Bissau testemunhar os seus problemas internos e pedindo a opinião da autoridade guineenses na busca de uma solução para os problemas desses países.

“Mas infelizmente na nossa terra o que nós fazemos é pegar nos nossos problemas e levá-los lá fora e é porque não conseguimos dialogar internamente e não conseguimos encontrar a solução a partir do nosso diálogo político interno”, concluiu.

Sobre as Forças Armadas, o chefe de Estado enalteceu a equidistância dos militares  nas querelas políticas, em defesa da soberania.

“As Forças Armadas servem a defesa da soberania para dirimirem os conflitos, por isso faço aqui um vibrante apelo, e deixo também o meu encorajamento as nossas Forças Armadas, para não se deixarem influenciar pelas forças desavindas no país. Que cumpram com a constituição, pois a constituição é muito clara relativamente as Forças Armadas que devem manter-se nas casernas e respeitarem a constituição”, exortou. GN