Thursday, December 12, 2019
REFLEXÃO

Sugestões Governativas para Construir uma Nova Guiné-Bissau: Gestão das Instituições Pública Guineense

Maio 21, 2019
  

Considerações Iniciais

A Guiné-Bissau, rico exemplo de grandes e ambiciosos projetos, mas infelizmente, também exemplo de modelos de gestão sem eficácia que além de não atingirem os resultados, trazem desperdício de recursos, descrença da sociedade e pobreza.

[1] Ma ké ku na falta ?

Encontrar a resposta a essa questão tem sido muito difícil para o cidadão que se torna Governante na Guiné-Bissau, mas é quase trivial para quem paga seus pesados impostos, sem retorno em benefícios, segurança, saúde, educação ou qualidade de vida e infraestrutura.

Um governante, ou ex-governante, poderia dizer que “quase” tudo já foi tentado. Sim, concordo, mas de forma não integrada, não comprometida, sem transparência ou legitimidade e, em muitos casos aparelhada. Consequentemente, pode ter existido de forma não eficaz, trazendo prejuízo aos cofres públicos e não beneficiando a parte da sociedade que mais precisa.

Qual a causa raiz que nos leva a esses resultados indesejados?

[1] O que falta?


É possível relacionar diversas alternativas para a busca de uma resposta. Porém, todas teriam uma base comum: a falta de um modelo de gerenciamento coerente e eficaz dos programas, dos projetos e dos negócios do governo; e a baixa capacitação dos nossos gestores.

Existem excelentes ideias, recursos, expectativas e necessidades por parte da sociedade, “às vezes” até vontade política, mas a transformação dessas ideias em projetos e o gerenciamento destes e, principalmente, a gestão dos processos e ações decorrentes, têm se apresentado ineficazes e realizadas sem um mínimo de conhecimentos, técnicas gerenciais ou transparências. É o “NÔ BAI SON[1]”, regado a posições políticas-partidárias simplistas e com base no “ANÔS NÔ SIBI[2]”.

É preciso, e é possível mudar. Mas não se pode continuar dando uma “carga rápida em uma bateria cujo elementos estão danificados”. É preciso sim, antes resolver o “problema dos elementos”, para ter um resultado eficaz e continuado.

Mas, apesar de todas as críticas, a posição do governante que precisa fazer não é fácil. Mesmo que este seja comprometido e tenha boas intenções, no sistema político guineense não se tem liberdade para indicar os assessores mais competentes ou íntegros, que poderiam transformar em realidade muitos projetos necessários. A indicação termina sendo dirigida para aqueles que lhes dão apoio político a sua sustentação. Muitas vezes, campeões de voto, mas medíocres gestores. Alguns até conhecidos pela Justiça ou pelo Ministério Público.

Um sentimento de mudança permeia hoje toda a nossa sociedade, motivado principalmente pelas últimas e significativas derrotas nacionais: na educação, na saúde, na segurança, na economia, na produtividade, … e até no futebol. Tudo isso em um país que tem “grandes craques” gestores, mas com uma pesada herança de não organização, não planejamento, não transparência, não conhecimento da arte da gestão.

Liderança, honestidade, ética, carisma, comprometimento, entre outros, são pré-requisitos para comandar uma sociedade. Porém, para o sucesso desse empreendimento, o conhecimento é vital, em particular, o conhecimento da arte da gestão.

A arte da gestão dos governantes guineenses pode e deve ser “construída” ou aperfeiçoada. Essa é a hora! Sem uma boa gestão, com profissionais capacitados, não se terá o sucesso na concepção e gestão dos projetos necessários para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. E não se pode perder esse momento.

Tudo isso não é um sonho! Os governantes podem e devem iniciar o processo. Os guineenses estão se conscientizando e querendo contribuir. É preciso realinhar de forma eficaz e com conhecimento, sem “achismos”, esse grande e rico país.

Em uma visão simbólica, a boa gestão dos negócios públicos, base para o sucesso sadio de qualquer empreendimento governamental, pode ser vista como uma mediana das posições e escritos racionais, algumas jurídicas, e das posições e escritos não racionais, algumas poéticas. O principal Governante da Guiné-Bissau já deu claros sinais que sabe navegar entre esses dois mundos. Assim, é só questão de querer. O caminho, o poder e o conhecimento ele os possui.

Sugestões de Projetos para Construir uma NOVA Guiné-Bissau:

Após essas considerações iniciais é importante explicar meus questionamentos e descrença quanto a concepção e implantação de belos e sofisticados programas de mudança ou modernização, destinados à unidades ou organizações com profissionais despreparados, não comprometidos e sem foco.

É ainda oportuno explicar que somente as reformas ou modernizações de organizações privadas ou públicas, cidades ou regiões, não serão suficientes ou estruturantes para um realinhamento nacional. O governo é o principal responsável pelas diretrizes e criação de condições para que isso ocorra, porém para o sucesso, antes é imperioso que se promova de forma ampla uma revolução na capacitação gerencial dos profissionais das duas áreas: pública e privada.

É preciso lembrar que mudanças duradouras para melhoria e eficácia têm origens na boa gestão. Os programas e estruturas modernizantes são consequências naturais dessas gestões.

Platão nos ensinou que “Deus governa todas as coisas, e que o acaso e a oportunidade cooperam com ele no governo dos negócios humanos. Há, contudo, um terceiro e menos extremo ponto de vista: a arte também deve contar; eu diria, pois que, no meio de uma tempestade, seria certamente de enorme vantagem que contássemos com a arte do piloto.”

É preciso preparar os milhares de “pilotos” necessários para colocar a Guiné-Bissau em uma rota segura e eficaz. É ainda preciso que seus “passageiros”, o POVO, saiba como e aonde querem e precisam ir.

Com esse objetivo e seguindo o posicionamento histórico de Henry Ford, ao sugerir que não se deve encontrar ou explicar apenas os defeitos, afinal, “qualquer um sabe queixar-se”, rascunhei, a partir de reflexões, algumas considerações e sugestões.

Penso que algumas delas poderiam ser a base inicial para projetos na busca da eficiência e eficácia na gestão, motivadores para as ações necessárias na busca de uma consistente mudança na Guiné-Bissau, de forma transparente, continuada e permanente. Oito dessas considerações e sugestões serão apresentadas abaixo, de forma resumida, com os títulos “projeto para NOVA Guiné-Bissau”. Alguns em uma implantação poderiam ter seus conteúdos e objetivos associados.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 1:

Criação de um programa nacional de capacitação profissional e gerencial em diversos níveis ou segmentos, com conteúdo mínimo pré-definido, objetivando melhores e maior eficácia dos recursos investidos em projetos ou processos, nas áreas pública e privada.

A coordenação deveria ser centralizada na esfera do governo nacional. É preciso ter muito cuidado com as iniciativas ou órgãos de capacitação ou desenvolvimento já existentes no governo ou de movimentos setoriais. Algumas têm sido muito restritos; outros elitistas ou personificados; outros ainda, desvinculados do conhecimento de gestão já dominados por vários governos de outros países.

Mas todos, com orçamentos generosos, sem objetivos definidos, com conteúdos não apropriados, custos alarmantes e resultados mínimos. Alguns até, com direções amadoras ou pitorescas, buscando ensinar o que não conhecem e não praticam: os métodos e as práticas para a boa gestão.

Penso que o ensino gerencial no setor público é imperioso para o sucesso de todas as ações com vista a operacionalização eficaz das políticas públicas do governo, ou dos resultados de mercado para nossos empresários.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 2:

A concepção de um programa nacional amplo, de conscientização e capacitação do cidadão nos diversos níveis sociais e de faixa de renda, diante de temas cotidianos e simples que estejam relacionados com desperdício, baixa produtividade e baixa qualidade. Seja nos micro e pequenos negócios urbanos ou rurais, seja nas relações diárias, seja no nível doméstico.

O único aspecto constante para a melhoria de uma sociedade é a educação e a conscientização para sempre fazer mais com menos. Esse programa deveria contemplar temas cotidianos e ser oferecido à população, sem custos, de forma presencial e à distância, através de instituições de ensino públicas e privadas, empresas, sindicatos e outros.

Apenas para delimitar a natureza e foco do que aqui são sugeridos, os projetos poderiam ter temas como: utilização adequada dos alimentos, redução do consumo da água e energia doméstica, concepção de um orçamento doméstico, compras corretas diante das reais necessidades, otimização do tempo útil, reponsabilidades sociais do cidadão, responsabilidades ambientais do cidadão, sustentabilidade doméstica, entre outros.

 Os temas seriam definidos e concebidos com um conteúdo mínimo. Seriam selecionados e capacitados monitores locais, através de metodologia à distância, em empresas, em regiões, em pequenas comunidades. Seria também de vital valia a utilização das novas tecnologias de comunicação de acesso massificado.

Esse programa poderia ter um financiamento privado através de incentivos fiscais, e da obrigatoriedade para entidades que detém concessões do Estado.

Esse programa seria incentivado por uma massificada e inovadora companha publicitária de combate ao desperdício, priorizando temas cotidianos e de fácil entendimento, destinados principalmente a base da sociedade e as classes menos favorecidas.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 3:

Criação de mecanismos e estruturas para o fortalecimento das Escolas do Governo e a utilização das mesmas como propulsoras para disseminação do conhecimento e da arte da gestão na esfera governamental.

Essas escolas pedagogicamente e diante de seus objetivos poderiam ter uma abertura maior do currículo, a partir de uma visão multidisciplinar e da busca de um conhecimento dinâmico e aplicado.

Contribuiriam ainda com a construção de um novo modelo de aprendizagem que teria como foco a interdependência entre conhecimento, habilidades e atitudes. Assim, se abandonariam o sistema de “adestramento” para um pensar livre na busca de alternativas diferenciadas na gestão pública.

Esses profissionais seriam ensinados não só a resolver os problemas, mas principalmente a identificá-los e delimitá-los. O resultado esperado seria a preparação de profissionais, em particular gestores públicos, com uma visão crítica e global nas diversas áreas do governo, sem se distanciar da perspectiva local e dos problemas da sociedade.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 4:

Criação de novos mecanismos em níveis diferenciados para promover o desenvolvimento da capacidade dos gestores públicos em conceber e implantar políticas públicas.

Para tanto, seria fundamental criar métodos para inibir o aparelhamento do Estado e promover o aumento de qualificação e interação com a sociedade.

Seria ainda necessário patrocinar o aumento do conhecimento em técnicas e metodologias de gestão, bem como da produtividade do profissional do serviço público na implantação das políticas públicas. O primeiro, melhora a qualidade das políticas e o segundo, a quantidade e qualidade das entregas.

Essas estruturas integradas e convergentes vão viabilizar a eficácia do elo entre as políticas públicas, a administração pública os consequentes e melhores resultados para a sociedade.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 5:

Concepção de uma metodologia para o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos mecanismos de certificação profissional para atestar a capacitação e preparo para o exercício específico ou setorial de função da Administração Pública: no executivo, no legislativo e judiciário.

Esses mecanismos teriam a inclusão de certificação para a funções comissionadas estratégicas e fortalecimento, a partir da criação de novos métodos de ensino profissional, como forma de atingir a administração nacional, regional e setorial, nos três poderes.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 6:

Criação de mecanismos de avaliação de políticas e serviços públicos por fora dos órgãos prestadores, que monitore na ponta os resultados, a qualidade e a percepção da qualidade do serviço prestado. Isso poderia ser feito, preferencialmente, utilizando o mecanismo de agência ou de auditores independentes, que teria maior autonomia, mas com acompanhamento dos órgãos de controle.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 7:

Promoção de campanhas de conscientização para gestores públicos que, após o ciclo da concepção das Políticas Públicas, vem o Ciclo do Planejamento e da Implantação, ou seja, Ciclo da Gestão.

Controle e a medição dos resultados são imperiosos. Só se pode gerenciar, só se pode controlar, só se pode melhorar aquilo que pode ser medido.

Projeto para NOVA Guiné-Bissau 8:

O desenvolvimento de programas que valorizem e que motivem o planejamento das Políticas Públicas de Gestão.

O planejamento das Políticas Públicas de Gestão sempre precisa considerar duas dimensões: o Estado e o Governo.

Na dimensão do Estado, os objetivos de longo prazo, as políticas de caráter permanente que exigem estabilidade e continuidade no setor público.

Na dimensão Governo, o objetivo é criar condições para operacionalizar o plano de médio prazo, para atender as escolhas políticas da sociedade, garantindo a melhoria contínua dos serviços públicos.

O instrumento para o suporte das duas dimensões é o Planejamento Estratégico. Instrumento de gestão e controle eficaz, de implantação conhecida e motivadora, que traz a transparência da gestão, permite o acompanhamento dos indicadores de desempenho e, que sua utilização plena, depende principalmente da vontade política dos principais gestores do governo.

Como Implantar os Projetos para a NOVA Guiné-Bissau:

A implantação dos projetos sugeridos na parte anterior exige experiência e conhecimento, que devem ser fornecidos por assessoria externa ou consultorias. Mas é preciso refletir sobre a eficácia e como agir para a implantação destes projetos para prováveis buscas de soluções.

Na área pública, no início de suas gestões, é pratica do gestor contratar uma assessoria externa ou consultorias, sem antes saber o que realmente precisa, definir os objetivos e ter conhecimento do potencial ou experiências já realizadas por sua unidade organizacional que ora comanda.

No meio organizacional, em particular no setor público, a busca desses serviços de assessoria externa ou consultorias para diagnósticos, busca de soluções e seus consequentes resultados, tem se apresentado na Guiné-Bissau ineficaz. Propostas com elevados valores, promessas milagrosas, entregas através de ideias e relatórios sofisticados, alguns conservadores, outros revolucionários, outros ainda, pitorescos. Porém, a operacionalização dessas ideias ou relatórios, quase nunca ocorrem em sua plenitude. Infelizmente, poucos desses relatórios, são criteriosos, com conteúdos elevados e dirigidos à problemática. Mas também pecam, ao esquecerem que quem vai implantar e gerenciar o dia-a-dia, não tem conhecimento gerencial ou infraestruturas adequada.

Alguns, ainda não definiram ou reconheceram à problemática ou as reais necessidades de mudanças que motivaram os serviços de assessoria externa ou consultoria. É importante lembrar que é possível resolver um problema sem admitir a existência do mesmo e delimita-lo de forma adequada. De forma irresponsável e inconsequente, quando isso ocorre no setor público, muitos atores direto do processo agem como se não fosse um grave problema com serias consequências.

O relatório que muito custou aos cofres públicos é, geralmente, engavetado e esquecido. O próximo governo, por sua vez, novamente busca outros serviços de assessoria externa ou consultoria. Assim, o ciclo é reiniciado para felicidade de muitas empresas de assessoria ou consultoria e sangria dos cofres públicos.

Só é possível identificar o real problema quando se elabora as perguntas adequadas. E para concepção dessas perguntas é necessário experiência e domínio das técnicas e metodologias de gestão, adaptadas ao contexto próprio da organização-foco[3].

 O conhecimento das técnicas e metodologias de gestão que tiveram seu berço entre o final do século XIX e o início do século XX, sofreu nos últimos vinte anos, mudanças estruturais, motivadas pela dinâmica do desenvolvimento tecnológico, pelo fenômeno da globalização, pela fragilização do Estado nacional e por novas atitudes dos indivíduos, produzindo um novo modelo de sociedade com novos valores, novas necessidades e novas expectativas, o que passou a exigir diferenciadas e eficazes formas de gestão das organizações e negócios, em particular na área pública.

A adaptação das organizações públicas guineense a esse contexto é urgente e imperioso, mas os caminhos para esta adaptação têm sido dificultados, como foi tratado na primeira parte desse escrito, pela baixa capacitação dos profissionais que ocupam posições que exigem eficácia gerencial e por processos organizacionais inconsistentes ou superficiais.

Muitas assessorias externas ou consultorias em suas atuações na área pública, ainda tentam inserir as novas tecnologias e modelos de gestão sofisticados de forma segmentada e sem contextualização, utilizando estruturas, conhecimentos ou paradigmas organizacionais já vencidos e sem considerar a capacidade dos profissionais e ambiente onde essas mudanças serão implantadas. Evidentemente, os resultados a médio e longo prazo mostram-se desastrosos.

Hoje, não é mais possível atingir resultados competitivos sem um conhecimento multidisciplinar, consistente e atualizado para a integração, aprendizagem e comprometimento de toda organização em torno de seus negócios, objetivos e metas. Uma constatação junto a muitos profissionais do setor público é uma significativa resistência a essas mudanças o que legitima a posição de que o maior problema não tem sido o que as organizações públicas e seus gestores não sabem, mas sim, a defasagem dos seus conhecimentos.

Questiona-se então, o que fazer?

Inicialmente deve-se reconhecer que é preciso sim contar com assessoria externa ou consultorias capazes e focadas, nos problemas reais, para auxiliar nossas organizações, públicas no caminho para as mudanças, a idealizar e implantar novos programas. Porém, essas assessorias externas ou consultorias precisam rever seus métodos de ação, principalmente diante do fato de que grande parte de nossas organizações públicas não tem hoje uma massa crítica para decodificar ou implementar os seus produtos “ideias, planejamentos, métodos, etc”.

O que pode se fazer são contextualizações e adaptações e setores específicos. O núcleo básico de conhecimento é o mesmo. Assim, é preciso espantar o mito que “LI I DIFERENTI[4]”, “LI I KATA FUNCIONA[5]”, tendo um líder gestor, processos delimitados, objetivos definidos, metas estabelecidas, sem aparelhamento ou paternalismos, a boa gestão na área pública funciona sim. Só que, não se pode fazer gestão na busca de resultados com política partidária. Com essa base de posicionamento que não é nem de direita nem de esquerda, mas sim de responsabilidade organizacional, é possível utilizar o que há de mais moderno e eficaz em técnicas e métodos de gestão para a busca de eficazes resultados.

Considerações Finais:

I PIRCIS NÔ MUDA[6]!

Nossos governantes precisam adotar novas posturas gerenciais, de comprometimento e respeito às organizações e ao POVO.

Os princípios da boa gestão, diante da dicotomia pública x privada, do modelo de governo mais adequando, dos “pré-requisitos” para ser um governante, precisam ser discutidos de forma transparente, elevada e sem posições predefinidas.

Nossos governantes precisam olhar para o interior de suas unidades organizacionais e a partir de seus próprios recursos humanos, materiais e técnicas, do conhecimento acumulado, das características próprias ou culturais e da necessidade da sociedade, para criarem o seu modelo de desenvolvimento com base no conhecimento das técnicas e métodos de gestão.

E é preciso ainda lembrar que trabalhar no governo é servir ao POVO. É ter esse como patrão. O setor público não é local para quem deseja acumular fortunas. Para isso, tem o dinâmico e competitivo setor privado com seus riscos e oportunidades.

O guineense está a mudar. Hoje busca os seus direitos e está a excluir da vida pública os maus gestores públicos.

Somente com a consolidação dessas mudanças será possível melhorar a qualidade de vida do povo, consolidar o desenvolvimento, a competitividade e garantir a sustentabilidade e o crescimento desse grande PAÍS chamado GUINÉ-BISSAU.

O objetivo do artigo é de buscar e/ou provocar uma análise reflexiva crítica para permitir assim, os guineenses terem a certeza e a acreditarem que é possível a mudança, começar a exigir mais os seus direitos. Pedir ainda aos gestores públicos e privados, o bom senso e consciência para gerir os negócios públicos com seriedade e competência.

[6] É preciso Mudar!

NÔ STA DJUNTU…        

________________

Obs:

“Texto extraído, adaptado e parafraseado… […] Professor Marcus Vinícius Rodrigues […]”


[1] Vamos que vamos.

[2] Nós sabemos.

[3] Nesse contexto o termo organização-foco é utilizado para denominar a organização pública ou órgão governamental na qual a intervenção pela assessoria ou consultoria está sendo realizado.

[4] Aqui é Diferente.

[5] Aqui não Funciona.

[6] É preciso Mudar.