Tuesday, March 02, 2021
EDITORIAL

VIRTUDES GUINEENSES MUITO PERIGOSAS

Março 06, 2017
  

Mesmo não querendo; feitos de “kilis ku kata muri” muitas vezes física. Depois de teve acesso a todos os elemen- mesmo fazendo de con- mas que na verdade depois de tudo se por ventura o bom senso tos… Não sabia que era assim ou tas que estamos no mortos e enterrados foram esque- vier a imperar é que os conten- assado. Acontece em todos os mesmo barco; mesmo arvorancidos.

Neste ponto exceptuam- dores se compenetram de que extractos sociais da Guiné. Mas do um fatalismo com laivos de desespero, mas sem querer desesperar, somos obrigados a “meter a boca” para dizer algo, para expressar os pensamen- tos recônditos no coração, em voz alta, mesmo que seja uma vez, para marcar diferença no devir quando a história nos sentar no banco de réus.

Muita Gente diz, e parece ser con- vicção em certos círculos, que “o guineense não tem noção de tempo”, porque “não tem pres- sa”, “não fixa timing” para nada, ou, na melhor das hipóteses, “fixa timing” mas não o respei- ta… inversamente, improvisa planos, situações muito sui gene- ris, apenas para resolver pro- blemas de alcance limitado. Assim vai a Guiné-Bissau, rodan- do com os cidadãos a viver o dia- a-dia à sombra do passado majestoso, histórico, retrato dosse as excepções cujas campas são embelezadas nesta altura do ano por ocasião da celebração do dia de “tur santu” (todos os san- tos). houve algum exagero no calor da troca de mimos. Mas na pior das hipóteses o mal instala-se e, depois de separados, cada um parte quiçá a ruminar a melhor forma de “aclarar” as partes que estiveram no centro das dis-cussões mas que continuam menos claras ou as partes cujo impacto doem mais. acontece mais no seio dos políticos onde a luta pelo poder é ferrenha, razão pela qual não faltam desentendimentos agravados por cortes de relações podendo evoluir até mesmo para afastamentos definitivos indo cada qual abraçar projectos diferentes tornando-se por isso adversários para não dizer inimigos (que é o que sucede na maioria dos casos).

Mas voltando à vaca fria… Neste pequeno espaço queria trazer à baila duas “virtudes” do guineense a saber: 1- arran- jar problemas onde é suposto não haver problema de qualquer tipo; 2 – não pergunta, não pede esclarecimento mesmo que não entenda nada… Relativamente à primeira virtu- de, que, dado o volume de pro- blemas que se verificam na sociedade e até nas organizações políticas, dá impressão que tem vindo a ser cultivado em toda a parte a um ritmo muito acelerado. Resultado: as pessoas não se entendem porque radicalizan- do-se cada qual nas suas razões sem permitir diálogo construti- vo despoleta violência verbal e

No caso da segunda “virtude”, atente o leitor bem: O GUI- NEENSE NÃO GOSTA DE PER- GUNTAR mesmo que não saiba alguma coisa, mesmo que tenha dúvidas, NÃO PERGUNTA; NÃO PEDE EXPLICAÇÕES ADICIO- NAIS… Ouve, interpreta tal como ouviu, tira as suas ilações e… mui- tas vezes actua em função para, em consequência, cair no logro ou em erro grave. Muitas vezes sónofimdetudoéquesechega a conclusão de que AFINAL não houve uma boa explicação… o assunto foi mal entendido… Não Contam-se histórias de “passa- das” mal ouvidas que levaram a interpretações que não tinham nada a ver com a realidade mas que resultaram em mortes. Tudo porquê? Alguém ouviu mas não percebeu bem, não perguntou, levou a alegada informação e complicou a vida de inocente.

Humberto Monteiro

Salt Flats, Chilly Nights and Kitsch