Tuesday, March 02, 2021
POLÍTICA

DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO – BRAIMA CAMARÁ «DISPARA» CONTRA ARISTIDES GOMES

Abril 04, 2019
  

O líder do MADEM-G15 entregou no Ministério Público, alegadas provas de actos de corrupção praticados pelo actual primeiro-ministro, Aristides Gomes, que é também ministro da Economia e Finanças.

O Coordenador do Madem G-15, segunda força política mais votada nas legislativas de 10 de março, Braima Camará disse ter sido chamado ao Ministério Público no âmbito das investigações às denúncias que fez durante a campanha eleitoral, segundo as quais o Governo estaria a praticar atos de corrupção “ao mais alto nível”.

“A minha chamada ao Ministério Público tem a ver com as denúncias que fiz durante a campanha eleitoral. Denuncia que reconfirmo liminarmente de que este governo ficará na história negativa do país. Sou assinante de acordo de Conacri portanto ficou acordado nesse acordo que seja nomeado no espaço de uma semana um ministro de economia de finanças mas infelizmente até hoje é o primeiro-ministro a exercer essas funções acumulativamente, o que significa, a corrupção no seu alto nível”, reafirma o político.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro, disse à Lusa que Aristides Gomes ainda não foi chamado ao Ministério Público, mas que assim que acontecer “estará disponível para prestar quaisquer esclarecimentos em relação à ação do seu Governo”.

Sem entrar em pormenores, o líder do Madem G-15, partido que obteve 27 dos 102 deputados no parlamento, afirmou ter mantido, perante a magistrada, que o atual Governo “ficará na história negativa” da Guiné-Bissau “pelos atos de corrupção”.

Braima Camara garantiu por outro lado que em qualquer momento que foi notificado pela justiça vai responder como cidadão comum e não precisa de imunidade parlamentar.

“ Não quero a imunidade parlamentar para nada porque quando se quer ser titular de cargos públicos num país, tens o dever moral de credibilizar as instituições”, afiançou.

Durante a campanha eleitoral, Braima Camará acusou o primeiro-ministro, na sua qualidade de ministro das Finanças, de ter feito “encontros de contas entre o Governo e um conhecido empresário” de Bissau, num processo que considera de fraudulento para os interesses do Estado.

O dirigente político, eleito deputado ao parlamento, disse ter deixado garantias no Ministério Público de que estará disponível para colaborar com a Justiça por acreditar que “o país deve ser governado pelos seus melhores filhos, aqueles que tenham as mãos limpas de corrupção”.

Braima Camara, foi ouvido pela secção dos delitos económicos por ter acusado o governo de corrupção.