Wednesday, September 22, 2021
EDITORIAL

GAZETA DE NOTÍCIAS QUEBRA O SILÊNCIO

Agosto 02, 2021
  

Gazeta de Notícias esteve em standby há mais de um ano. Razões diversas estiveram na origem dessa situação. Mas, no entanto, em nosso entendimento não foi em vão. A paragem serviu para acompanhar tanto a evolução quanto as circunvoluções da sociedade em geral, mas, em particular, os grandes eventos com destaque às modernices introduzidas pelos que agora constituem o núcleo dos maestros da política guineense, aparentemente, com capacidade de fazerem ventar ou chover ao livre arbítrio.

Assistimos ao surgimento de um novo modus faciendi perpetrado por actores políticos animados por motivações dúbias, cujo modus operandi se distancia léguas dos verdadeiros interesses nacionais que alegam defender.

Não obstante o silêncio e a abstenção que nos impusemos, de livre e espontânea vontade, não nos coibimos de acompanhar atentamente os acontecimentos que têm vindo a marcar o país, sobretudo, infelizmente, as práticas que, não obstante as tentativas de embeleza-las mais não são do que autênticos atentados aos alicerces da Guiné-Bissau enquanto estado de direito democrático.

Acompanhamos com tristeza o afastamento daqueles que no passado não muito distante estavam na proa da arena política guineense, não pelo seu peso monetário mas, pelo peso da sua capacidade intelectual e seu arcabouço, por terem manifestado capacidades de desenvolverem projectos políticos de envergadura, capazes de projectarem o povo e o país na via certa para o progresso e o desenvolvimento, aliás, factores que sempre estiveram na base dos grandes objectivos das lutas, em todos os sectores, com vista à afirmação da Guiné-Bissau no concerto das nações.

Igualmente, assistimos a forma desajeitada como alguns POLÍTICOS DA NOVA GERAÇÃO, detentores de alguma facilidade de dispor de meios pecuniários, pretendem se acaparar do poder político para dali se projectarem para a satisfação de ambições nas lutas políticas, principalmente, a sua influência negativa no jogo do xadrez político que define o novo status quo. Como disse um grande combatente da liberdade da Pátria “quem tem uma AK nas mãos é mais matchu do que quem está desarmado”.

Obviamente, a pandemia do Covid-19 tem merecido a nossa preocupação permanente, particularmente, a forma como tem sido gerida desde a sua proclamação no mundo e no país. Tirando o aspecto primordial que é a saúde, marcada pela escassez de recursos para dar a resposta adequada, com conta peso e medida, a vertente social e económica semeia a intranquilidade devido a forma como esta situação sui generis tem vindo a ser gerida pelas autoridades nacionais. Outrossim, não deixa de merecer atenção a forma um tanto ou quanto ligeira como os cidadãos lidam com a pandemia, descurando todos os cuidados essenciais de prevenção que são recomendados pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais, os meios de comunicação social, e não só, mas também, pelas organizações da sociedade civil de natureza diversa.

Constatamos com apreensão, muita, que a política está refém dos dinheiros de origem duvidosa que são manipulados indiscriminadamente para conquistar seguidores. É notória a diferença que há entre a forma como AMINE SAAD, KUMBA YALA, DOMINGOS FEERNANDES, HÉLDER VAZ, entre outros, faziam política nos primórdios do pluralismo democrático, dando substância, primor, aos debates de ideias, a apresentação de projectos, propostas de desenvolvimento, e da consolidação da unidade nacional. No modelo hoje em dia privilegiado, destaca-se a intoxicação dos cidadãos com promessas radiantes, de cumprimento duvidoso, garantias de progresso e desenvolvimento sem fundamentos sustentáveis, apenas para angariar bases eleitorais.

Como não podia deixar de ser, a forma como colegas da profissão foram tratados indignou-nos profundamente porquanto, além de constituir atentado aos direitos do homem, também constituiu uma mácula negativa ao bom nome do país, que se arvora democrático, em que o primado da lei é anunciado como sendo realidade.

Enfim… pretendemos, como é nosso apanágio, com base nas disposições legais, à medida das nossas possibilidades, fazer trabalhos jornalísticos credíveis, honestos, transparentes, equidistantes dos poderes políticos em presença, sem compromissos de qualquer natureza exceto com a verdade, ao serviço da Pátria e do povo.

Nesta etapa, estancamos as edições impressas, DEIXANDO EM ABERTO OUTRAS OPÇÕES. Os nossos parcos meios financeiros obrigam a isso.

Convidamos todos os guineenses, profissionais de todos os sectores de actividade, homens de artes e letras, da cultura em geral, a servirem-se das páginas da GAZETA DE NOTÍCIAS para veicularem as suas ideias, propostas e projectos que sejam de interesse nacional.

Estamos dispostos a promover debates de ideias (não propagandas político-partidárias) sem qualquer discriminação sobre temas da actualidade e da vida nacional (ou internacional). O único senão é que NÃO VEICULAMOS INSULTOS (KOBA MAL), nem sequer aceitamos, através de pessoas interpostas, ATENTAR CONTRA A HONRA E O BOM NOME DE QUEM QUER QUE SEJA.

Como sempre, somos regidos pela nossa forma de pensar, o nosso conceito do certo e do errado, a nossa interpretação da verdade dos factos e da justiça, enformados pela Lei magna do país.

Que fique claro, e, reiteramos: Não aceitamos ser manipulados.

A presença do Jornal Gazeta de Notícias, o convívio com os nossos leitores, vai ser apenas ON-LINE. É uma prática iniciada DESDE o pretérito ano de 2008 através do site www.gaznot.com. HOJE EVOLUIMOS; por isso, estamos em condições de prestar, como contributo, serviços de melhor qualidade.

Mantenhas.